segunda-feira, setembro 27, 2004

Porque sim!

Já venho tarde, mas quero falar da "anedota mundial" - como lhe chamou António Avelãs, dirigente da FENPROF - que ocorreu este ano no nosso querido país aquando da colocação dos professores.
Em pleno século XXI, o ministério da educação viu-se obrigado a recorrer ao processo manual após gastar milhares de contos num processo informático que se revelou ineficaz, ou seja, que deu barraca! E isto, meus amigos, TÁ MAL!
É desprestigiante para o país e para os professores e uma farra para os alunos que depois vão ter de se amolar com mais uma semana de aulas no final do ano lectivo.
Mas isto não deveria ser novidade, porque quase tudo em portugal funciona a carvão. E aquilo que não funciona a carvão é porque movimenta muito "zerzulho" para encher os bolsos de uma minoria que continua a enriquecer enquanto o resto do país se endivida e passa fome. O exemplo paradigmático é o futebol.
Eu sei, eu sei: se tudo está tão MAL no nosso país, por que razão não me vou eu embora? É que se eu estiver fora, não sinto na pele o que está MAL e, por conseguinte, não posso criticar. Porque criticar é fácil, cómodo e divertido. Porque criticar é uma ocupação não lucrativa.
Porque posso e me apetece.




domingo, setembro 26, 2004

Hora da nana

Peço desculpa pelo meu silêncio. Não saí de Portugal (vontade não me falta) e o Tá Mal! continua por aí.
Mas a falta de inspiração ataca qualquer um que a tenha.
O clima adoece-me com notícias de pedofilia, assassínios, burlas e políticos. A cabeça cambaleia e o estômago revolve-se. Para já, ando a Kompensan que é antiácido e antiflatulento. Talvez tenha de passar a antibiótico.
Deixei um sinal de "Não incomodar" à porta. É hora da nana.

quarta-feira, setembro 22, 2004

Purificação

A sede do CDS/PP foi vandalizada. Os meliantes usaram grafittis, para pintar palavras de ordem como “morte aos fascistas” e “PP para a fogueira”, entre outras. Pessoalmente, acho que foi um acto do mais puro mau gosto. Um incêndio teria outro encanto.

Perdoem-me

Peço desculpa à minha legião de fãns, pela minha abrupta ausência. Decidi fazer umas férias de Portugal, ou ainda dava em doido. Aproveito para agradecer o vosso apoio e dedicação, os vossos emails, postais, cartas e roupa interior feminina, que com tanto gosto me enviaram.

terça-feira, setembro 07, 2004

Waves on Women

Como diria Helena Roseta no debate acerca do tema, no passado dia 5, "portugal é um país de marinheiros e é um barco que nos traz a força para mudar a lei".
Não deixar entrar o Women on Waves em Portugal é vergonhoso para o país. Transmite a ideia de que Portugal é pequenino não só de tamanho. Porém, temos muito boas cabeças pelo país fora... pena nenhuma estar no governo.
Comicha-me o cérebro pensar que um bando de homens (sim, porque são principalmente homens) decide acerca do que quero fazer ao meu corpo. Ora se não tenho emprego, formação ou dinheiro, que tipo de vida vou dar a uma criança? Já sei, vou abandoná-la num caixote do lixo ou à porta de alguém! Melhor, vou passar por uma gravidez angustiada já que no seu termo vou prescindir daquele ser que se forma em mim e preencher a papelada toda para adopção. Não deve custar muito. Até porque a adopção em Portugal é rápida e eficaz, num é???
Eu sou mulher. Não sei se seria capaz de abortar. Mas gostava de ter a opção legal de o fazer.
Votei a favor do aborto no referendo e voltaria a votar de igual forma, volvidos 6 anos. Mas não me parece que seja solução, visto que a maior parte do povinho não pôs sequer lá os pés. O nosso actual 1º ministro pôs lá os pés para votar não.
Estes homens e mulheres a bordo do chamado "barco do aborto" (que alcunha de mau gosto) são pessoas de mente aberta e sã, que percorrem o mundo inteiro não para "aniquilar vidas", como defendem os fanáticos do anti-aborto, mas sim para ensinar a sua prevenção.
Não considero que qualquer mulher, em consciência, seja capaz de utilizar o aborto como método contraceptivo. Não foi isso que aconteceu nos países em que o aborto foi legalizado, apesar do seus praticantes serem ainda olhados de soslaio.
Existe uma petição para um novo referendo. Aos interessados, clicar aqui.